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Textos gerados pelo Claude agora levam marca d'água
A Anthropic passou a marcar o texto do Claude para cumprir a lei europeia. Quem lê não vê nada. Quem tem a chave pode perguntar se o Claude passou por ali.
No dia 14 de agosto a Anthropic explicou a marca d’água do Claude. A União Europeia, desde 2 de agosto, manda quem vende IA no mercado marcar o que o modelo escreve. A empresa assinou o código de conduta com uns 190 nomes e, como ainda não consegue ligar a marca só na Europa, ligou no mundo inteiro.
Como funciona, em Português claro: o modelo escolhe a próxima palavra. Às vezes as duas servem: “nublado” ou “cinzento”. Essa escolha, que o leitor nem nota, deixa um padrão. Com a chave, dá para calcular a chance de o Claude ter escrito. Sem a chave, o texto é texto. A empresa diz que não muda qualidade, não cobra mais, não identifica a pessoa nem o chat. A técnica é uma versão do SynthID-Text, do Google DeepMind, publicada na Nature em 2024.
O outro olhar está na própria ficha da Anthropic, e vale ler em voz alta. A marca não diz “o Claude escreveu isto”. Diz “é provável que o Claude tenha mexido”. Um recado curto quase não marca: pouca escolha, pouca pista. Texto amarrado no fato — “a obra de Newton se chamava Principia…” — não tem folga para escolher. Código, menos ainda. Se a pessoa pede só correção de vírgula, a marca quase não pega. Se reescreve palavra por palavra, some. Tradução feita pelo Claude, aí sim: cada palavra é escolha dele.
A detecção ainda não está na rua. A empresa promete uma API. Imagem ganha outra coisa: um carimbo C2PA no arquivo, o mesmo padrão de câmera e de programa de foto. Dá para ler. Não está escondido no pixel.
Em resumo, o texto do Claude agora carrega uma marca invisível, por causa da Europa, no mundo inteiro. Ela não aponta o autor, aponta o modelo — e some se a gente reescrever de verdade.
Fonte: Anthropic, 14 ago 2026, How Claude’s text watermark works; SynthID-Text, Google DeepMind, Nature 2024.